Sejam BEM VINDOS

Fiz esse Blog apenas com uma intenção, colocar para fora meu trauma e ver a justiça q não foi feita! Eu sinto muito estar pondo em pauta toda essa história novamente aos familiares desse ser, mais eu não posso viver com isso para o resto da minha vida. E depois de 17 anos fazendo terapia vou seguir o conselho da minha psicoterapeuta: Vou devolver esse peso para quem realmente merece! Quero que saibam que a solidariedade espontânea e o carinho sincero que estão demonstrando são, para mim, bálsamo, unguento e energético. Bálsamo, o consolo que alivia. Unguento, a essência que perfuma, energético porque me dá força para continuar. Eles me fazem sentir que vale a pena resistir e superar. Obrigada!

Fazer a coisa certa em um caso desses é FUNDAMENTAL!

Em uma noite de chuva acordei com a luz do meu quarto acesa, pensei: _Durmir c a luz acesa. E quando me viro um homem no canto do meu quarto, parado me olhando...Antes q eu tivesse qualquer demonstração de desespero ele pulou p cima de mim me inforcando e enfiando o dedo na minha garganta dizendo: _Se vc gritar eu vou te matar! E foi acalmando me falando coisas do tipo: Sempre quis saber como era o seu quarto...eu te quero Geisi... ñ quero te fazer mal, só quero te sentir... e passando a mão imunda no meu corpo me desesperei e comecei a chorar...eu só tinha 12 anos, uma menina com sonhos como qualquer outra.Ele me fez prometer q ñ faria nada comigo se eu deixasse ele entrar sempre q quisesse no meu quarto, ele daria 3 batidas na minha janela, e q seria o 1º homem da minha vida...ninguém precisa saber! Ele dizia. Meu quarto era o 1º da casa, em seguida vinha o da minha irmã q estava em Manaus, o ultimo era o quarto dos meus pais. Engraçado q eu sem ter noção do q estava acontecendo conseguir ser fria e concordar com tudo q ele dizia e fazia, com muito nojo, lembro q sentia nojo, me dava ancia e ele dizia se acalma eu ñ vou fazer nada agora! Ele estava bebado, ainda hj quando fecho os olhos sinto o cheiro de alcool q saia da boca dele.Quando ele resolveu ir embora, me fez prometer novamente q eu deixaria ele voltar e entrar pela janela do meu quarto, esperei q ele saisse e corri p trancar meu quarto, ele voltou, bateu 3 x e eu ñ abrir...então ele se enfureceu e voltou por onde tinha entrado.. a janela da sala... quando ele tentou entrar fez um barulho muito alto de uma madeira quebrando e minha mãe acordou, fez barulho com a porta e acredito eu q ele tenha se assustado e foi embora... fiquei na porta esperando ele entrar, sabia q se ñ gritasse ele ia me estuprar por ñ ter cumprido com a promessa... alguém mecheu na porta e quando eu ia gritar..aparece a minha mãe...GRAÇAS A DEUS, desmaiei e acordei no hospital fazendo exames. Contei o q tinha acontecido p minha mãe e imediatamente ela foi na delegacia dar parte dele...foi quando prenderam ele desmaiado na escada da casa dele...alcoolizado!
Gente, estou fazendo esse blog pq fiquei extremamente revoltada quando soube q ele vai se candidatar a PREFEITO da minha cidade. Como pode uma pessoa dessas fazer o q fez, ainda se sentir no poder de tentar ser o q nunk foi e nunk será...ELE Ñ É UM CIDADÃO NORMAL, Ñ É UM SER COM CARÁTER, O Q ELE ME FEZ PASSAR FICOU GUARDADO MUITOS ANOS DENTRO DO MEU PEITO, Ñ QUERO MAIS GUARDA ISSO, É PODRE, É NOJENTO, Ñ TEM PAZ DE ALMA, Ñ TEM SOSSEGO DE ESPÍRITO.Vou reabrir o processo, ñ sei mais o q pode e o q ñ pode dar, só sei q quero de volta a minha vida... Tive q sair da minha cidade, minha mãe abandonou o emprego, meus pais se separaram, meus irmãos nunk tiveram o prazer de crescer com os pais juntos. Quando eu passava na rua, moleques gritava o nome dele, comentários? Poxa... dos piores... até q eu tinha um caso com o monstro... A esposa dele, foi na minha casa pedi p minha mãe retirar a queixa..lembro como se fosse hj, eu estava no meu quarto quando ouvi elas conversando...Como mulher, como mãe, como cidadã q sou, me envergonha um ato desses.Se estou aqui falando dessa intimidade é pq o erro incorrigível sempre bate na porta TONGÃO. Vc me tirou quase tudo, ñ me tirou a vida, estou aqui hj p mostrar e falar pq ñ posso mais viver com isso, sinto muito pela sua família, mais a minha pagou um erro q é seu. Me calei todos esses anos, mais ñ quero mais me calar, ñ vou mais ter piedade de um cara q acabou c meus sonhos, ñ tenho medo, nink tive...só tenho medo de DEUS, pq do DIABO eu enfrendo de frente, sempre enfrentei e sempre vou enfrentar! Espero q esse blog ajude a muitas mulheres a ter força e denunciar abusos seja lá de qm for,e outra coisa isso ñ é vingança é JUSTIÇA...aquela q ñ foi feita a 23 anos atrás!

Como tenho me sentido a cada dia depois que conseguir me libertar:

Hoje me sinto VALENTE, cm diz meu sobrenome! E cada dia mais forte e mais determinada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

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No Amazonas, projeto leva informação sobre violência sexual para ribeirinhos e índios


Amanda Mota Repórter da Agência Brasil

Manaus - O abuso e a exploração sexual infanto-juvenil mobiliza cada vez mais a atenção de entidades governamentais e não-governamentais no sentido de impedir o aumento desse tipo de violência que atinge crianças e adolescentes. No Amazonas, a situação não é diferente. De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, o estado apresentou o terceiro maior número de denúncias para cada grupo de 100 mil habitantes, entre os anos de 2003 a 2006, ficando atrás somente do Distrito Federal e do Maranhão.

Para mobilizar a sociedade civil e órgãos do Executivo a promoverem ações de enfrentamento e políticas públicas voltadas para o combate à violência sexual infanto-juvenil na capital e interior do Amazonas, um projeto da organização não-governamental Agência Uga-Uga de Comunicação ganha destaque.

Implantado em 2003 pela instituição, o Apoena desenvolve atividades que vão desde a geração de diagnósticos das situações de violência em cada cidade atendida, passando pela realização de oficinas temáticas, curso rápido de comunicação comunitária, até a elaboração de seminários e palestras voltados para a criação dos planos municipais de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.

As ações do Apoena beneficiam diretamente oito das 20 cidades amazonenses apontadas pelo Ministério da Justiça, em 2003, como principais áreas para implantação de ações regulares para combater a violência e o abuso sexual: Manaus, Coari, Tabatinga, Parintins, Tefé, Careiro da Várzea Itacoatiara e Maués.

De acordo com a coordenadora do projeto, Romilda Cumaru, além das crianças e adolescentes de cada um dos municípios atendidos, educadores, assistentes sociais e funcionários públicos de órgãos municipais, estaduais e federais, como das secretarias de saúde, também estão incluídos como público-alvo do Apoena.

Sobre as principais dificuldades encontradas pelo Apoena, Romilda destaca a situação das comunidades indígenas e ribeirinhas. A coordenadora entende que, nesse sentido, existe um desafio geográfico, para se chegar às comunidades ribeirinhas, e outro cultural, que se refere ao tratamento com as populações indígenas.

"Ainda assim, nosso trabalho visa a transposição desse tipo de barreira. Em Tefé, Tabatinga e Parintins, por exemplo, já estamos trabalhando com representantes indígenas que poderão levar os conhecimentos adquiridos para o interior de suas comunidades e disseminar esses conceitos entres seus povos", conta Romilda.

"Queremos minimizar e depois erradicar esse sofrimento que as crianças passam em virtude da violência sexual que ainda é tido, por muitas comunidades em nosso interior, como cultural, mas que precisa ser entendido como crime e, que portanto, que merece punição."

Para a coordenadora do programa federal de Ações Integradas e Referenciais (Pair) no interior do Amazonas, Ana Derzy, o combate à violência sexual tem que ser diário. "Temos praticamente uma criança por dia sendo violentada no Amazonas e por isso devemos unir esforços e combater essa situação", enfatiza.

Desenvolvido pelo governo federal, o Pair é hoje um dos principais programas de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Além disso, por meio do Disque Denúncia (100), serviço de discagem direta gratuita da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), a população de todo Brasil pode denunciar, gratuitamente, casos de violência sexual de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira.

De maio de 2003 a março de 2006, o Disque Denúncia recebeu 15.519 acessos de todo país. Do total de ligações recebidas por dia, 49% são encaminhadas pelos Conselhos Tutelares e o restante para os órgãos competentes, de acordo com cada situação.

"O Pair é um dos principais instrumentos para se trabalhar em rede de proteção, assegurando os direitos de meninos e meninas e prevenindo os abusos que esses jovens possam passar. Fazem parte dessa rede de proteção organizações governamentais, ONGs, escolas, hospitais e secretarias de saúde, que possam atender e prestar toda a assistência necessária que atentem contra os direitos das crianças e adolescentes brasileiras."

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